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in SIC 06/01/15              Intervenção a propósito da depressão e perturbação bipolar

Veja programa completo:

in Revista Visão 23/10/14
A Propósito de Experiências de Quase Morte:Sem título

José Trindade Chagas teve a perceção de que ia morrer e decidiu resistir. “Quero viver”, pensei. E, a partir daí, deixei de ver escuro e passei a ver umas sombras e umas manchas brancas. Pelomeio, ainda me apareceu um pastor solitário, relata.

«Sabe-se que, em múltiplas situações de doença orgânica, como infeções graves, doenças cardiológicas graves, estados pós cirúrgicos, etc., os pacientes podem apresentar, como consequência de múltiplas alterações que ocorrem no organismo, um quadro de perda de consciência, com desorientação no tempo e espaço, e desenvolvimento de delírios (ideias irracionais, não compreensíveis), que podem estar relacionadas com atividades que costumam desenvolver, por exemplo», explica Diogo Telles Correia.
José Trindade Chagas dispensa explicações. A sua recuperação demorou dois anos. Mas o acordar do coma foi o ponto de partida. O mesmo também pode acontecer a pessoas saudáveis, quando estão em perigo. «Em situações de saúde muito graves, sabe-se que são produzidas no organismos substâncias, as endorfinas, que são opióides, como a morfina, e que quando se libertam dão uma enorme sensação de bem-estar. Está descrito que nas situações de quase-morte, ou mesmo morte, estas substâncias podem ser libertadas em grande quantidade», explica Diogo Telles Correia, psiquiatra no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e Professor da Faculdade de Medicina.

in Revista Visão 11/12/14
fotografia1A Propósito da Apreciação do Relatório da Direção Geral de Saúde – EM RELAÇÃO AO SUICIDO E ÀS DOENÇAS MENTAIS EM PORTUGAL

“A CRISE AUMENTA A DEPRESSÃO”

Relatório da Direção-Geral de Saúde aponta para o aumento na taxa de suicídios. Mesmo assim, Portugal ainda está abaixo da média europeia.

P: A taxa de suicídios subiu de 9.7 por cem mil para 10.1. Pode associar-se esta subida à crise económica?
R: A crise aumentou as perturbações depressivas e de ansiedade, levando a um crescimento do suicídio.

P: Como nos comparamos com o resto da Europa?
R: As taxas de suicídio em Portugal são inferiores à média europeia e inferiores ás da Alemanha, Dinamarca ou Holanda. Na Grécia, as taxas de suicídio são também mais baixas. Há fatores culturais, sociais e religiosos na base destas variações.

P: Mas as taxas de perturbação mental são muitos elevadas. Porquê?
R: As elevadas taxas de perturbações mentais no País são um facto comprovado há muito. Já em 1996, a prevalência de doença psiquiátrica nas consultas de Clínica Geral era de 40%. Provavelmente trata-se de características de personalidade do povo português.